Melhor feito do que perfeito: o que aprendi sobre lidar com o perfeccionismo ao gerenciar uma conta do Instagram.

Neste texto, você vai descobrir o que a experiência de gerenciar uma conta no Instagram me mostrou sobre uma forma saudável de lidar com meu perfeccionismo e como uso isso a meu favor.

Muitas pessoas já conhecem a frase “melhor feito do que perfeito”. Mas por mais óbvia e autoexplicativa que ela pareça, será que ela traz uma ideia tão fácil assim de ser praticada? Afinal, quantas vezes você já se pegou gastando horas do seu tempo precioso com algo e percebeu depois que aquilo nem merecia tanto da sua dedicação?

Quem aqui sente que ser perfeccionista atrapalha a vida e gostaria de ser diferente? Eu!

Posso dizer que sou perfeccionista desde criança. Eu fazia aulas de piano e lembro muito bem da frustração enorme que sentia quando praticava em casa, sem me dar conta de que errar várias vezes e repetir até acertar era a base de qualquer processo para aprender algo novo (especialmente para aprender a tocar um instrumento musical).

Foi só na idade adulta, depois de algum tempo fazendo terapia, que comecei a ver o quanto o perfeccionismo travava a minha vida e o quanto me causava sofrimento.

Entendi o que precisava ser mudado, mas ciente de que se tratava de uma coisa que ditou meu comportamento a vida toda, eu também sabia que não aconteceria de um dia para o outro.

Algum tempo depois de começar a trabalhar no meu perfeccionismo, após várias leituras feitas e vários vídeos assistidos sobre o assunto, comecei um projeto onde, sem estar ciente, coloquei a ideia do “melhor feito do que perfeito” para funcionar.

“Melhor feito do que perfeito”: como encontrei meu novo lema

Você já teve um daqueles momentos em que está pesquisando sobre alguma coisa e de repente encontra uma informação que parece funcionar como uma chave que abre a sua cabeça para uma sacada incrível sobre outra coisa?

Foto: bruxa Asgard

Foi o que aconteceu comigo durante um curso de inteligência emocional chamado Ciclos, que fiz com Fernanda Saad.

Numas das aulas, aprendemos sobre pessoas controladoras e as diferentes formas em que esse controle se manifesta. As três principais eram: tudo ser do seu jeito, perfeccionismo e frustração.

Enquanto Fernanda continuava com a aula, nós alunas trocávamos informações sobre perfeccionismo e nossas experiências com aquilo.

Surgiu a frase “feito é melhor que perfeito”. Continuamos na discussão sobre o tópico, com algumas de nós reconhecendo o quanto essa frase havia mudado para melhor nossas vidas, por trazer mais poder de ação.

Me peguei lembrando de que já conhecia essa frase e que já tinha usado ela como um tipo de âncora para trazer o foco de volta em algumas situações. Porém, percebi que ultimamente eu tinha me afastado um pouco dessa ideia sem perceber.

Um tempo depois daquela aula, a frase ainda ecoava na minha mente. Eu me perguntava “por quê eu tinha me afastado daquela ideia”, já que era uma ótima ferramenta para me tirar de perto de um dos meus infames companheiros: o círculo vicioso de perfeccionismo-procrastinação-perfeccionismo.

Ok, percebi que estou repetindo um padrão de comportamento. Agora o que eu faço com isso?

Como eu sei que buscar a perfeição em tudo que faço é um hábito, preciso parar, perceber que estou querendo ser perfeccionista e mudar a minha atitude em relação a isso toda vez que esse comportamento aparecer.

E aí é bom lembrar que novos projetos me trazem um desafio a mais, já que tenho uma facilidade grande em ter ideias super criativas e inovadoras, mas que muitas vezes não se concretizam.

Sempre parece que está faltando alguma coisa para poder pôr elas em prática (dando início àquele círculo vicioso que citei).

Por isso fiquei muito surpresa quando me dei conta de que estava fazendo exatamente aquilo que precisava, naturalmente, sem ter que me lembrar de agir daquela maneira.

Comecei um projeto por hobby e achei que era uma boa ideia usar redes sociais para divulgar ele.

Para ser honesta, eu ainda estou aprendendo a usar certas redes sociais como forma de divulgação de trabalho, coisa que antes eu não fazia porque nunca precisei. Achei então que era uma boa ideia usar esse projeto descompromissado para praticar.

Escolhi criar uma conta no Instagram onde só uso a marca, nem meu rosto nem meu nome aparecem lá.

Criar novos hábitos exige tempo e esforço, mas nesse caso“esforço” pode ganhar um significado novo

A essa altura, depois de pesquisar outras contas que criam conteúdo para um público similar, entendi que se eu quiser manter a marca relevante (visível) preciso produzir um post por dia.

Porém não é todo dia que consigo produzir um post e muitas vezes, para não ficar sem postar por muito tempo (porque assim não consigo aumentar as chances de divulgar meu projeto), eu dou um jeito de fazer um post mesmo assim.

Faço sem muito planejamento, mexendo o mínimo possível nas fotos, que tiro com o meu celular que tem uma câmera decente e nada mais, com uma ideia/tema que surgiu de último momento e que só as vezes tem uma pesquisa, que é super rápida.

Tenho aprendido com outras contas de Instagram como fazer um post com uma cara mais profissional, mas não tenho feito isso ainda porque deixar o post “perfeito” ou na sua melhor versão me tomaria muito tempo, tempo que preciso para fazer outras coisas.

E já percebi que quando penso num post muito elaborado ele acaba não saindo, porque me toma tempo e deixo para depois, quando terei tempo, então fica tarde e já não vale mais a pena postar naquele dia…

Por isso encontro uma maneira de criar um post e faço, do jeito que dá.

E sabem o que acontece? Os posts funcionam.

Na linguagem de Instagram: o número de seguidores da conta da minha marca tem crescido organicamente, mesmo que eu não faça posts todos os dias como seria o ideal.

E tem sido gratificante ver que uma coisa que eu faço, que não é perfeita e que sei que poderia ser melhor, funciona. E sabe por quê?

Porque me lembra que eu consigo fazer muito mais quando não estou me cobrando, que eu posso mais quando não estou preocupada com fazer algo extraordinário.

Porque buscar o extraordinário o tempo todo gasta muita energia e ideias precisam ser alimentadas com energia para que cresçam e se desenvolvam.

Porque por mais que eu saiba que, se eu me esforçar bastante em transformar meu ordinário em extraordinário vai resultar em algo que é incrível para os olhos de outras pessoas, o custo para mim mesma será muito alto.

E se eu posso usar isso como um valor, para investir em mim mesma e nessa nova forma de liberdade, por que não experimentar?

Não existe perfeição, apenas lindas versões de falhas. Shannon L. Alder

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Atriz, Jornalista, Professora e Tradutora. Bruxa eclética, trabalho com tarot e radiestesia. Podcaster do Bruxas em Dublin e Aquariana.

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